sábado, 13 de setembro de 2008

HISTÓRIA DE CRONÓPIO

Certa vez contou que viu arrastar-se
pelas ruas de uma cidade em ruínas à noite
um fugitivo cronópio, muito verde e muito úmido.
(Mentiu que isso aconteceu em Paris).

O infeliz polichinelo mendigava
enquanto chacoalhava seus guizos
contra o chão de paralelepípedos
perseguido apenas pelo ruído
dos gritos das crianças, do canto
dos grilos e do latido dos cães.

Um comentário:

Rosilene Fontes disse...

Oi amigo. volto de férias e leio este poema lindo.
Não consegui ver a foto.
Abraço